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RESPEITE AS CRIANÇAS!

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

ARTIGO 286 (ANO I, Nº 28, DE 08 A 14 DE AGOSTO DE 2010).

PESQUISADO E POSTADO, PELO PROF. FÁBIO MOTTA (ÁRBITRO DE XADREZ).

REFERÊNCIA:
http://soxadrez.com.br/conteudos/enxadristas/index.php

SÉRIE: ENXADRISTAS FAMOSOS.

Aaron Nimzowitsch.

A vocação de Aaron para ser um grande enxadrista veio de seu pai, que também era um exímio jogador, com a diferença de que ele nunca se envolveu seriamente com a causa do Xadrez, digamos assim. Aaron era judeu, e ao completar 13 anos de idade, como manda a tradição judaica, fez seu bar-Mitzvá. E sendo assim, seu pai deixou para ele dois legados importantes, um, foi o legado religioso, e o outro foi o amor pelo Xadrez, que com o tempo só cresceu, e fez de Aaron um dos maiores enxadristas do século 19.

Aaron cresceu em meio ao comando dos grandes Cazres, não existia liberdade para nada, o que estava começando a se tornar perigoso, não são para ele, mas para todos os cidadãos da Lituânia, de uma maneira geral. Após um grande esforço, em 1904 seu pai conseguiu mandá-lo para Berlim, onde estudaria, e viveria pelos próximos anos de sua vida. Entretanto, nos planos do pai de Aaron que a Alemanha se tornaria uma potência cujo os seres mais odiados eram justamente os judeus. Até 1930, quando começou o domínio nazista ele pode viver bem, tendo começado seus problemas após esse fatídico ano. Durante boa parte da sua vida ele viveu se escondendo dos nazistas.

Aaron chegou a estudar filosofia na Universidade de Berlim, entretanto, não ouve sucesso na sua vida acadêmica, e a filosofia ficou de lado para que finalmente ele pudesse dar atenção exclusiva ao Xadrez.

Nimzowitsch teve uma vida competitiva no Xadrez antes de começar a temer os nazistas, participou de diversos torneios, e enfrentou grandes nomes do Xadrez mundial da época, sendo o mais importante deles, Raul Capablanca.

O primeiro torneio que se tem conhecimento de ele ter participado, foi em 1911, Torneio de San Sebastian. Neste torneio perde para Capablanca e Tarrasch, os participantes que acompanhavam o desenrolar, descreviam-no como possuidor de tiques nervosos, não tolerando qualquer ruído ou alguém falando, imediatamente reclamava ao arbitro. Mostrava-se pouco amável com os que assim lhe venceram e não dirigia palavras aos mesmos, mas aos que venceu ou empatou foi de extrema amabilidade. Já eram os primeiros sinais da tremenda doença que mereceu a atenção do genial criador da Psicanálise Sigmund Freud, estudando as desigualdades causadas pelas perseguições que os judeus sofreram na Europa.

Com a chegada da primeira guerra mundial, Aaron se viu fugindo de cidades em cidades, procuranco um lugar seguro, onde não ouvesse perseguição por parte dos nazistas. De tanto fugir foi parar na Suécia, onde ficou refugiado por 2 anos, afinal, ao ponto máximo da primeira guerra a Suécia era um país neutro. Em 1922 vai morar na Dinamarca até o fim da vida em 1934. Recebeu cuidados permanentes dos médicos dinamarqueses. A Dinamarca ao lado da Holanda era dos povos onde os judeus eram menos discriminados.

De 1904 à 1934, Nimzovistch participou em 47 torneios, jogando 638 partidas, venceu 302 e empatou 222 e perdeu 109. Venceu 18 destes torneios.

Apesar de sua genialidade, não pode disputar matches pelo titulo com Capablanca ou Alekhine pois não conseguiu bolsa junto aos capitalistas que não confiavam em seu equilibrio. Mas seu trabalho inovador, para o desenvolvimento do xadrez moderno colocam-no para sempre no panteão dos grandes mestres.

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