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sexta-feira, 19 de março de 2010

ARTIGO 114 - ARTIGO 113 - PESQUISAS PEICOMÉTRICAS DE ALFRED BINET (ANO I, Nº 012. DE 21 A 31 DE MARÇO DE 2010).


FOTO 182.

Em 1894, o psicólogo e pedagogo Alfred Binet conduziu um dos primeiros estudos psicológicos sobre o enxadrismo, investigando por meio da psicometria as facilidades cognitivas apresentadas pelos mestres de xadrez que disputavam partidas simultâneas de olhos vendados. Binet tinha a hipótese inicial que a habilidade de jogar bem estava relacionada com as qualidades fenomenológicas da memória visual, entretanto, após estudar os questionários dos mestres participantes da pesquisa, concluiu que a memória era apenas um dos elementos na cadeia cognitiva de todo o processo. Os enxadristas tiveram os olhos vendados e foram solicitados a disputar partidas às cegas. Foi observado que somente os mestres eram capazes de jogar sem verem a disposição das peças no tabuleiro por uma segunda vez, enquanto que para os amadores e enxadristas de nível intermediário foi uma tarefa impossível de realizar. Posteriormente concluiu-se que experiência, imaginação e memória eram elementos essenciais no processo cognitivo das mentes dos grandes mestres[53].
O jogo [de xadrez] com olhos vendados contém tudo: poder de concentração, nível de instrução, memória visual, para não mencionar também o talento estratégico, a paciência, a coragem, e muitas outras faculdades. Se fosse possível ver o que se passa na cabeça de um enxadrista, iríamos descobrir um irrequieto mundo de sensações, imagens, movimentos, paixões e um panorama sempre mutante de estados de consciência. As nossas mais precisas descrições, comparadas às deles, não passam de esquemas grosseiramente simplificados.

— Alfred Binet

Esta linha de pesquisa psicológica no enxadrismo foi seguida na década de 1950 por Reuben Fine, que, além de psicólogo, era grande mestre, e por Adriaan de Groot na década de 1960.
De Groot demonstrou que os mestres de xadrez podem rapidamente perceber os pontos-chave de uma posição. De acordo com De Groot, esta percepção intuitiva, adquirida por anos de prática e estudo, é mais importante que a mera capacidade de calcular variantes no transcorrer de uma partida. De Groot também demonstrou que os mestres podem memorizar posições visualizadas por poucos segundos quase que perfeitamente. A capacidade de memorização por si só não foi relevante para esta habilidade, uma vez que mestres e iniciantes, ao visualizar com posições aleatórias de peças de xadrez, tinham a mesma capacidade de lembrá-las. Na verdade, é a habilidade de reconhecer padrões, que são então memorizados, que diferencia os enxadristas de alto nível dos principiantes. Quando as posições das peças eram retiradas de partidas reais, os mestres conseguiam memorizá-las quase que perfeitamente[54].
Atualmente há uma extensa literatura tratando sobre a psicologia aplicada ao enxadrismo.

PESQUISADO E POSTADO, PELO PROF. FÁBIO MOTTA (ÁRBITRO DE XADREZ).
REFERÊNCIA:
http://souatoa.wordpress.com/chess/

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